Qual a Importância dos Exames de Rotina e Quais Profissionais Devo Consultar na Minha Gestação?

em 27 abril 2022

 


Fato é que ao saber sobre a gravidez devemos recorrer imediatamente ao acompanhamento médico que nos garantirá plenos cuidados a todo o período gestacional...

Mas, qual é mesmo o profissional que devo consultar?...

 

RECONHEÇA SUAS NECESSIDADES

Dentre os muitos profissionais convenientes a serem consultados de forma rotineira no momento da gestação - como hematologistas para a consulta frequente da qualidade do sangue (que é diretamente ligada à qualidade nutritiva do feto), endocrinologistas para o bom nivelamento hormonal (garantia de uma gestação equilibrada), nutricionistas para uma melhor alimentação (que garante a boa saúde fetal), cabe citar a principal especialidade dentre tantas outras importantes a esse momento, que será a ponte para sanar toda necessidade do período gestacional: a Ginecologia Obstétrica.

Basicamente, a Obstetrícia servirá aos seguintes procedimentos:

  • Papanicolau para prevenção de IST;
  • Exame pélvico para análise externa;
  • Esclarecimento à saúde feminina em geral;
  • Orientação sobre prevenção de doenças e contracepção;
  • Exame de mama para garantia da ausência de anormalidade;
  • Investigação sobre histórico familiar, estilo de vida e padrão menstrual.
  • Exames laboratoriais hematológicos, radiológicos e EAS para verificar níveis hormonais, aspectos dos órgãos internos e identificação de possíveis infecções;

 

 

ACOMPANHAMENTO PRECOCE

 

Ainda sobre o acompanhamento geral vindo desde antes da gestação, para o caso daquelas futuras mamães que preferem se precaver optando pelo acompanhamento precoce, é interessante saber dos seguintes atendimentos à gestante por parte do ginecologista obstetra:

- Planejamento – monitoria da saúde e orientação dos cuidados com a suplementação necessária ao bom desenvolvimento do bebê.

 

- Orientações, preparo e avaliação dos riscos das seguintes suscetibilidades gestacionais:

 

·         Sangramento – sendo a sua maior ameaça o aborto;

·         Inchaço – risco de pré-eclâmpsia; causa de pressão alta, perda de proteínas, inchaço, morte materna e fetal;

·         Febre e dor – indicação de possíveis infecções;

·         Vômitos – se constantes, tendem ao uso de medicação e, em casos mais graves, internação;

·         Dores pélvicas – se fortes, abrem indicação ao trabalho de parto, ocorrida ou não a ruptura da bolsa d’água;

·         Perda de líquido vaginal – urgência diante da indicação do rompimento da bolsa amniótica.

 

PASSE A INFORMAÇÃO À FRENTE!

Mais de 6 milhões de brasileiras não frequentam consultas ginecológicas de rotina. Mais de 4 milhões nunca foram e mais de 16 milhões não se consultam há mais de 1 ano.

20% das jovens com mais de 16 anos correm riscos ginecológicos por falta de informação.

Por isso, mantenha-se inteirada e atenta à cada detalhe da sua gestação, buscando aprender cada vez mais sobre seu corpo e sobre suas necessidades. Abrace a informação e se permita estar em plena harmonia consigo mesma!

O conhecimento é o bem mais valioso que uma mãe pode transmitir ao filho!


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Como Coletar e Armazenar o Leite Materno

em 11 abril 2022

 



Pensando no valor da nutrição ideal ao bebê sem deixar de lado a importância da sua amamentação com o leite materno, diante do retorno da mamãe à rotina profissional, a SCM traz às nossas mamães dicas valiosas de como coletar, armazenar e conservar o leite para prolongar ao máximo o aproveitamento daquele que é o recurso mais nutritivo à primeira fase do seu bebê!

Para além do ato de amamentação, ainda que com a ausência da mãe, a coleta do leite materno também é uma excelente forma de estimular sua produção para aquelas mamães que têm pouco leite.

 

O MOMENTO DA COLETAGEM

Antes de mais nada, certifique-se sobre a esterilização de todos os elementos que envolvem a ordenha, incluindo seus braços e mãos.

 

PASSO 1 - A ESTERILIZAÇÃO

             Utilize uma touca ou lenço para cobrir os cabelos;

             Coloque uma máscara ou uma fralda de pano sobre o nariz e boca;

             Lave mãos e braços água e sabão;

             Lave as mamas utilizando apenas água;

             Seque as mamas e as mãos com uma toalha limpa;

             Utilize uma toalha limpa para forrar a mesa;

             Esterilize os recipientes e ferramentas (resistentes à alta temperatura) em fervura por, no mínimo, 15 minutos.

 

PASSO 2 - A COLETA MANUAL

             Escolha um local confortável;

             Relaxe os ombros e incline seu corpo um pouco para frente;

             Massageie as mamas com as pontas dos dedos, fazendo movimentos circulares;

             Posicione o dedo polegar na linha de cima da aréola;

             Posicione os dedos indicador e médio abaixo da aréola;

             Levemente, porém firme, pressione os dedos, empurrando-os em direção ao corpo;

             Aperte o polegar no sentido dos outros dedos, até que o leite saia;

             Descarte os primeiros jatos;

             Colete o leite colocando o frasco esterilizado abaixo da aréola;

             Vá mudando a posição dos dedos, até esvaziar completamente todas as partes da mama.

 A BOMBA DE COLETAGEM

Também chamada de ordenhadeira, deve ser encaixada na mama. Então, é só ligar que ela fará a pressão para que o leite saia.

É possível que ela já venha com embalagens próprias para o armazenamento.

 

COMO ARMAZENAR O LEITE MATERNO

Uma vez coletado e armazenado em um recipiente, é preciso guardar o leite de forma a garantir sua qualidade e validade.

Em caso de congelamento, deve ser armazenado em menos de 12 horas.

 

COMO CONGELAR O LEITE MATERNO

Garanta pelo menos dois dedos de folga entre o leite e a tampa do recipiente.

Após congelado, o leite irá expandir.

Etiquete e informe a data da coleta antes de levar ao congelador.

 

COMO ARMAZENAR O LEITE MATERNO CONGELADO

O leite congelado pode permanecer no congelador por até 15 dias.

Organize os recipientes de forma que os mais antigos estejam mais acessíveis que os novos para eliminar os riscos de perder a validade dos mais antigos.

 

 

TEMPO DE ARMAZENAMENTO DO LEITE MATERNO

§  No recipiente o leite materno pode ficar armazenado por, no máximo, 2 horas, o que também vale para o decorrer da amamentação.

Este é o período seguro para evitar que micróbios tomem conta do alimento.

Ele deve ser mantido em temperatura ambiente, sem cogitar o retorno para a geladeira.

Passadas duas horas, o leite deverá ser dispensado.

 

§  Na geladeira, para evitar contaminações, mantenha por, no máximo, 12 horas.

Guarde os recipientes longe de outros produtos frescos e mantenha o leite nas prateleiras mais altas. Nunca deixe o leite materno armazenado na porta da geladeira.

 

AQUECENDO O LEITE MATERNO

 

             Em banho-maria, amorne o leite. Ferva a água, desligue o fogo e coloque o recipiente com o leite materno em uma panela, dentro da outra com a água fervida.

             Quando aquecido o suficiente, agite lentamente para misturar os componentes do leite.

             Deixe cair uma gota no dorso da mão. Se aquecer e não queimar, está bom!

 

Descarte o que sobrar.

 

LEMBRETES:

 

             É importante que o leite descongele no refrigerador, pois o banho-maria não é o suficiente para descongelar e aquecer, já que é apenas o vapor que amorna o leite.

 

             O Ministério da Saúde não recomenda ferver ou aquecer o leite materno no microondas. Este método pode destruir fatores de proteção do leite.

 

 

COMO TRANSPORTAR O LEITE MATERNO EM VIAGENS?

Coloque os recipientes com o leite congelado dentro de uma sacola térmica com cubos de gelo e renove-os a cada 24 horas.

Assim que possível, transfira o leite materno para o congelador novamente.

 

Lembre-se:

Se é uma mamãe com leite de sobra, colete e doe periodicamente aos Bancos de Leite da sua cidade para ajudar aquelas mamães que têm dificuldades em produzir.

Espalhe o amor, tenha reconhecimento e satisfação por ter feito parte da nutrição de um bebê além do seu, se tornando uma Mãe de Leite!

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A Importância do Banho de Sol no Período Gestacional

em 17 março 2022

 

Que a exposição solar é de grande importância à vida de cada uma de nós, não é surpresa alguma pois estamos acostumadas a ouvir sobre a necessidade dos banhos de sol. Mas, vocês sabem por quê?

 

Em resumo, a Vitamina D é um hormônio gerado a partir de um processo químico onde o corpo converte os raios ultravioleta absorvidos. Assim, a Vitamina D é responsável por atuar na imunidade, na saúde óssea, no bom metabolismo, na integridade do sistema cardiovascular e no sistema nervoso. Com isso, é excelente auxiliar em todo período da gestação (onde a grávida naturalmente tem sua imunidade reduzida para receber melhor o bebê), equilibrando seus níveis imunológicos, gerando bem-estar à gestante e garantindo a integridade da sua saúde.

 

Vale lembrar que todo esse processo só se torna proveitoso se aliado à uma alimentação balanceada e rica de alimentos que fortifiquem a gestante e seja somada ao processo.

 

Diante da sensibilidade do período gestacional e da variação hormonal com as quais somos acometidas nesse período, existem algumas precauções a serem tomadas nos momentos do banho de sol. Pensando nisso, trouxemos algumas dessas dicas para vocês:

 

 

1.      O Horário Ideal ☀️

 

É sugerido que, apesar dos horários de maior aproveitamento à absorção da Vitamina D sejam das 10hs da manhã até as 16hs da tarde, a grávida se atente ao período de exposição que se propõe a estar;

Para maiores períodos, o momento ideal seria indicado às primeiras horas do dia, onde se pode ter uma exposição maior e com menos riscos à gestante, o que garante o conforto de não ter de se preocupar em contar os minutos ao pegar aquele solzinho!

 

 

2.      O Protetor Solar à Longa Exposição 🕶

 

Recomenda-se maior atenção às áreas mais sensíveis do corpo no período da gravidez, como a barriga - que tem sua pele afinada com o crescimento, o rosto - que tende à uma maior sensibilidade, braços e pernas - que tendem ao inchaço. Lembre-se de usar filtragem superior a 30 FPS, pois assegura uma melhor cobertura e previne o aparecimento de manchas.

 

Devemos considerar que ainda que o protetor solar tenha como função a formação de uma barreira que absorve os raios UV e impede que danifiquem a pele, consequentemente também impede a conversão química à vitamina D, barrando seu proveito. Portanto, escolha os horários e período ideais ao banho de sol para um maior aproveitamento da luz solar sem que haja grande necessidade do uso de protetor solar.

 

 

3.      A Boa Hidratação 💧 

 

Muitos são os benefícios em beber água com frequência, e essa é uma prática indispensável e crucial à grávida pois sua ingesta garante melhor circulação sanguínea, promovendo boa pressão arterial à gestante e garantindo seu bem-estar na gestação; elimina toxinas consequentes de todo processo metabólico; estabiliza os níveis do líquido amniótico em quantidades ideais ao bebê, além de prevenir uma série de infecções à gestação.

 

4.      Uso de Roupas Leves 💨

 

A quantidade de vitamina D que será absorvida é proporcional à quantidade de pele que está exposta; portanto, nesse momento especial, dê preferência à roupas leves e com maiores aberturas, que proporcionem maior aproveitamento da luz solar.

 

5.      Prevenção de Problemas pela Falta de Vitamina D 🌱

 

A boa absorção da luz solar garante à futura mamãe e ao seu bebê a prevenção de inúmeros problemas consequentes da carência de vitamina D, tais como:

 

·         Diabetes gestacional

·         Pré-eclâmpsia

·         Infecções vaginais

·         Parto prematuro

·         Aumento da quantidade de gordura

·         Baixo peso ao nascimento do bebê

 

Portanto, procure tomar banhos de sol por um bom período ao início das manhãs e aos fins de tarde, para que assim seja assegurada de máximo conforto e bem-estar durante os seus dias como futura mamãe!

 

 

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De Volta a Rotina de Trabalho, Mas Ainda Estou Amamentando e Agora?

em 10 março 2022



Não podemos de maneira alguma virar as costas quando o assunto é amamentação, principalmente quando se trata de uma situação onde qualquer futura mamãe está vulnerável a não poder praticar esse gesto de amor. Mas fique tranquila, esse post não é para te gerar nenhum medo, mas sim te trazer conhecimentos e te assegurar ainda mais sobre o assunto, vamos lá?

 

Para começar o nosso bate-papo, queremos ressaltar que uns dos grandes fatores que influenciaram a não amamentação exclusiva é a necessidade da mãe de trabalhar fora e, por conta disso, interromper o aleitamento materno exclusivo e substituição do leite materno por outro alimento. Geralmente, em casos assim, a mesma perguntar passa pela mente delas: o que fazer quando a mãe não consegue amamentar de modo natural?

 

Quando a mãe realmente precisa sair para trabalhar, a ansiedade vem e traz bastante preocupação a devido ao tempo que ela estará longe do seu bebê. Mas a notícia boa é que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê, mas no meio disso tudo surge outra dúvida: como seguir essa recomendação quando, na maior parte das empresas brasileiras, a licença-maternidade é de apenas quatro meses?

 

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a lactente tem direito a dois intervalos de meia hora cada para amamentar, até que o bebê complete 6 meses, ou, se for possível, sair uma hora mais cedo do trabalho para amamentar. Mas sabemos que na prática, a realidade é bem diferente da teoria. Muitas empresas não respeitam os direitos das mamães trabalhadoras que amamentam, e, em muitos casos, sequer seguem a lei ou oferecem qualquer tipo de apoio.

Muitas mamães tendem a sentir a angústia da separação e da preocupação com a amamentação exclusiva o tempo todo quando se está distante do seu baby. Por este motivo, ter uma rede de apoio nesse momento de volta ao trabalho é muito importante, principalmente o apoio de familiares e companheiro, para dividir as tarefas domésticas e até mesmo para alimentar o bebê nos momentos em que a mãe não estiver presente.

 

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